Nossa História

Idealizado por Micael Cortês e Nolram Rocha, se consolidou com os fundadores Hysnaip Moura, Jaqueline Chagas e Caê Bernardo. No dia 19 de setembro de 2016 nasceu a primeira chama do que se tornaria o Teatro Candeeiro todos ligados ao curso de artes cênicas: Teatro da Universidade Federal do Acre. Desde sua idealização até o tempo presente, um dos principais objetivos deste coletivo partia de unir pessoas para fazer teatro e valorizar as dramaturgias escritas no estado do Acre, fomentando a cultura local e a formação de artistas.
A primeira montagem do coletivo estreou em março de 2018, após o grupo passar por um período de aprofundamento teórico e pratico dentro do Grupo de Investigação e Práticas Teatrais do prof. Micael Cortês. “Uma lição longe demais” de Zeno Wilde, foi uma dramaturgia essencial para o desenvolvimento dos integrantes do candis na época, além de ter um forte valor sentimental ao diretor Micael. Fazer teatro estava ligado ao que nos rodeava, aos incomodos e prazeres, mas principalmente entendendo a prática como tradição e aperfeiçoamento.
A partir do ano de 2019, o coletivo passou a concorrer em editais públicos e desde então, com ou sem incetivo público, tem realizado temporadas teatrais constantes, levando nesta década, mais de 10 mil pessoas ao teatro. Os trabalhos mais relevantes do coletivo são voltados para dramaturgia regional, sendo Depois de Dora (2020-2021) de Nolram Rocha, Afluentes Acreanas (2020-2026) de Jaqueline Chagas, Manaus (2025-2026) de Cleidson Rocha e ELE (2025) de Jaqueline Chagas, marcando o início da participação do coletivo em festivais, mostras e editais públicos.
Além destes, produções como Musical Liberdade, Liberdade (2022-2026) de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, Romeu e Julieta de William Shakespeare (2023), Velório à Brasileira (2025-2026) de Aziz Bajur e Encontro com estranho de Cherie Vogestein (2024-2026), também se destacam. Realizou no ano de 2024 a primeira edição do Festival Teatro Candeeiro: As Chamas Acreanas e a segunda edição no ano de 2026 em comemoração aos 10 anos do coletivo.
As peças produzidas no coletivo até então buscam uma diversidade estética e social, além de um teatro que é feito com muitas pessoas, garantindo a ampliação do saber artístico e do “velho teatro”. Fomentamos o intercâmbio cultural entre diferentes áreas, desde a dança, circo, música, audiovisual e artes manuais, como bordado e crochê.
O Coletivo Teatro Candeeiro é certificado como ponto de cultura na cidade de Rio Branco, onde além da produção de peças teatrais, se empenha no desenvolvimento de oficinas de teatro, publicação de livros da área teatral, jogos e brincadeiras teatrais nos bairros. Destaca-se pela continuidade de trabalhos, com formas autônomas de financiamento.
A marca deixada pela brasa
A chama no grupo faz referência a tradição teatral que arde em cada integrante e ressalta o desejo de levá-la para todos os lugares. O mapa do estado do Acre fica na base do Candeeiro, reconhecendo a origem do grupo e de seus fundadores, a logo foi idealizada por Gustavo Miranda, artista potiguar.